Enfermeira é presa em operação que investiga rede de crimes sexuais liderada por médico
Uma enfermeira ligada ao médico e ex-vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, preso em maio por estupro e exploração sexual infantil, foi presa em Rondonópolis, a 2018 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (13), durante investigações da Operação Verdade Secretas. De acordo com a polícia, ela teria praticado abusos sexuais contra duas vítimas com deficiência intelectual.
A reportagem tentou localizar a defesa de Thiago, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.
As investigações apontaram que a enfermeira mantinha um relacionamento com Thiago, onde era submetida a condições degradantes e tratada como escrava sexual.
Segundo a polícia, ela teria cometido os abusos a mando de Thiago. Ele ainda determinava que ela gravasse os abusos e enviasse o material para ele.
Este é o quinto mandado de prisão preventiva decretado contra o médico, por vários crimes relacionados.
No mês passado, sete mulheres e um sargento da aeronáutica foram presos suspeitos de participar do esquema de produção e armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Flávio Leonardo, as sete mulheres investigadas mantinham vínculos próximos com Thiago, aparentemente sem conhecimento uma da outra, já o sargento é suspeito de envolvimento direto na produção, armazenamento e possível compartilhamento de material pornográfico infantil.
Thiago atuava em uma Unidade de Saúde da Família (USF) e defendia pautas de direita como parlamentar. Formado em medicina em 2009, em uma instituição particular de Cuiabá, Thiago não possui especialização registrada, conforme o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), e atuava como clínico geral.
Em 2024, ele foi eleito como vereador de Canarana, pelo Partido Liberal (PL). Thiago foi preso no dia 31 de maio, por estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil.
Na casa dele, foram encontradas imagens relacionadas a abuso sexual infantil, sendo parte do material produzido e compartilhado pelo próprio vereador. Em uma foto dos materiais apreendidos, é possível ver um conjunto de roupa infantil feminina e brinquedos sexuais. Segundo a polícia, os materiais eram usados para fantasias sexuais do ex-parlamentar.
A investigação revelou que Thiago buscava se aproximar de mulheres com filhas ou com acesso direto a crianças. Há evidências de que algumas dessas mulheres possam ter colaborado com os abusos dos investigados.
No dia 10 de junho, Thiago foi indiciado por quatro crimes:
Dias depois, ele foi indiciado por outros três crimes:
Também foi decretada a prisão preventiva do investigado, diante da gravidade dos fatos e para assegurar o andamento do processo.
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