Deputado estadual Júlio Campos (União), em entrevista à imprensa, propôs uma “cota” entre Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e o Ministério Público para evitar o fechamento da Santa Casa de Misericórdia por parte do Governo do Estado. Júlio Campos sugeriu – inclusive – que cada um “abra mão” de “um pouco” do duodécimo.
Questionado, Júlio Campos foi direto: “Vamos fazer uma cota: a Assembleia abre mão um pouco do duodécimo, o Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e cada um colabora para que o Governo do Estado complete o resto e a própria Prefeitura de Cuiabá possa entrar nessa parceria também”, disse.
O deputado não concorda com o fechamento da Santa Casa de Misericórdia que está sob intervenção judicial, sendo administrada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Segundo ele, o fechamento da Santa Casa significa uma “perda grande” por se tratar – afirmou – de um patrimônio da cuiabania.
“Manter o funcionamento depende da boa vontade, não só do Governo do Estado, como dos Poderes Constituídos. É necessário, realmente, nós conscientizarmos que a Santa Casa é um patrimônio de Cuiabá e de Mato Grosso e não pode ser vendido para pagar dívida de funcionário. É muito barato perder esse patrimônio por R$ 48 ou R$ 50 milhões em num estado que tem uma receita prevista para este ano de R$ 50 bilhões”, destacou.
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