Os quatro policias foram presos em março deste ano, mas estavam em liberdade desde o fim de maio, após decisão anterior da Justiça Militar.
A Justiça Militar revogou, parcialmente, as medidas cautelares dos policiais militares Leandro Cardoso, Wekcerlley Benevides, Wailson Alesandro e Jorge Rodrigo, investigados pelo assassinato do advogado Renato Nery, em Cuiabá.
A decisão permite que eles retornem ao trabalho, sem o uso de tornozeleira eletrônica, e podendo portar arma de fogo. Os quatro policias foram presos em março deste ano, mas estavam em liberdade desde o fim de maio, após decisão anterior da Justiça Militar.
O documento impõe as seguintes medidas cautelares:
- Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, e nos dias de folga, salvo por motivo de força maior ou em caso de comprovado trabalho;
- Entrega de relatório trimestral das atividades realizadas, com escalas de serviço;
- Proibição de manter contato com vítima e testemunhas por qualquer meio;
De acordo com o Ministério Público, eles forjaram e adulteraram a cena de um suposto confronto para encobrir o assassinato do advogado. A perícia confirmou que não houve troca de tiros e apontou que as munições apreendidas eram do batalhão onde os acusados atuavam.
Quem são e como agiram os investigados
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Além dos PMs indiciados, outras oito pessoas são investigadas por envolvimento direto no assassinato de Renato Nery. Veja abaixo quem são:
- Caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva – atirador
- Sargento da PM Heron Teixeira Pena Vieira – intermediador recebeu dinheiro, arma e contratou o Alex pra fazer executar
- Empresário Cesar Jorge Sechi – mandou matar Nery por causa da disputa de terra
- Empresária Julinere Goulart Bastos – mandou matar Nery por causa da disputa de terra. Ela é esposa de Cesar
- PM Wailson Alessandro Medeiros Ramos – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime.
- PM Wekcerlley Benevides de Oliveira – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime.
- PM Leandro Cardoso – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime.
- PM Jorge Rodrigo Martins – investigado por forjar confronto envolvendo arma do crime.
Negociações e motivo do assassinato

O policial militar Heron confessou ter sido contratado para matar o advogado e que contratou Alex para executar Renato. Ele afirmou à polícia que recebeu R$ 200 mil para matar e, desse valor, pagou R$ 50 mil ao caseiro para a execução.
Nery foi baleado quando chegava no escritório dele, em julho de 2024. Segundo a Polícia Civil, o atirador já estava esperando pelo advogado e, após atirar, fugiu do local em uma moto. Uma câmera de segurança registrou o momento (veja acima).
Investigações
Em julho, após matar o advogado em frente a um escritório na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, o caseiro fugiu de moto para uma chácara no bairro Capão Grande, em Várzea Grande.
O trajeto foi flagrado por diversas câmeras de segurança e no dia 8 de julho, a polícia conseguiu acesso à última imagem, que mostrava a moto a menos de 2 km da chácara. Com isso, dois dias depois, as equipes procuram a moto na região.
Segundo o delegado Bruno Abreu, a presença da polícia perto da chácara assustou os suspeitos, que tentaram simular um confronto para justificar o abandono da arma do crime e culpar outras pessoas.




