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Pivetta defende Abilio e diz que educação brasileira foi destruída após regime militar I MT

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano  (Republicanos), saiu em defesa das declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a precariedade da educação no país. Durante a cerimônia da 4ª edição do Prêmio Alfabetiza MT, realizada nesta quarta-feira (21) no ginásio Fiotão, em Várzea Grande, Pivetta afirmou que o gestor cuiabano “não deixa de ter razão” ao criticar o desempenho do ensino público.

Segundo ele, os problemas no setor são antigos e se agravaram nas últimas décadas. “A educação no Brasil, ao longo do tempo, foi destruída. Isso aconteceu depois do regime militar, nós assistimos isso. Então, em alguma medida, ele tem razão. Mas não é com narrativas que nós vamos resolver o problema, é com trabalho”, destacou.

Ao se alinhar ao discurso de Abilio, o vice-governador defendeu a ampliação das escolas cívico-militares em Mato Grosso como estratégia para melhorar a qualidade do ensino e enfrentar a violência no ambiente escolar. Pivetta anunciou que, a partir de 2025, o estado terá 130 unidades nesse modelo, atendendo cerca de 30% dos alunos da rede estadual.

“Precisamos de mais segurança nas escolas, por isso a razão de termos criado mais escolas no modelo cívico-militar. O ano que vem nós teremos 130 escolas já nesse sistema, atendendo 30% dos alunos. Se a sociedade solicitar, vamos transformar todas as escolas que forem necessárias, inclusive colocando segurança dentro delas”, declarou.

Criado nacionalmente em 2019 durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o modelo cívico-militar foi revogado em 2023 após aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 56/23. Em Mato Grosso, porém, a iniciativa seguiu independente e se consolidou por meio da lei estadual nº 12.388/2024, sancionada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil).

Para Pivetta, a expansão do sistema é uma forma de dar resposta à sociedade e resgatar a qualidade da educação. “Essa é uma alternativa concreta diante da onda de violência nas escolas e do desafio de recuperar o ensino público”, afirmou.

O Noroeste

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